É que eu fiquei muda por dentro. Mas se tiver paciência caro leitor, e quiser me acompanhar por outras vozes:
http://analumiranda.blogspot.com/ Esse aqui é mais feito de mim pra mim. Mas se quiser compartilhar, sinta-se a vontade.
http://www.lugaresdela.blogspot.com/ Esse aqui tá meio abandonado, mas logo, logo meu janeiro chega de novo e novas coisas acontecerão. =)
Aprecie.
Mostrando postagens com marcador Passos dados no caminho. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Passos dados no caminho. Mostrar todas as postagens
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
segunda-feira, 23 de maio de 2011
Trechos.
E fico escrevendo essas coisas na espera de um dia enxergar o milagre aqui escondido entre as palavras. Mas no fim tudo é tão sem sentido, tão sem história, sem personalidade, sem força... Que eu não me vejo. Talvez seja por isso, minhas palavras talvez não condigam com minha personalidade. Talvez eu seja mais do que aquilo que elas representam em mim. Talvez eu seja silêncio. O silêncio é mais forte que qualquer palavra. O silêncio fala com voz alta, porém doce. E o que é doce atinge mais do que o que é fel e sal. O silêncio é doce. As palavras são ásperas Eu era palavra, hoje não sou mais. Não sei se elas fugiram, ou se as perdi, ou se elas se trancaram com medo do que eu estava me tornando. O que estou me tornando? Não sei. Só sei que existe um silêncio crescendo dentro de mim, e ele fala comigo. Eu era áspera, estou aprendendo a ser doce.
[...]
Penso que ninguém deve se completar. Na verdade é muito mais bonito. Na verdade a gente se completa por que quer. “ Amar alguém é uma decisão.” ouvi isso essa semana. Quando decidimos por algo, traçamos um percurso e mudamos o destino, os planos, o que quer que seja aquela coisa que nos faz ser o que somos. Amar alguém. Talvez nós não recebamos o amor pronto, ele não cai dos céus diretamente em nossos corações como uma flecha de um bebê gordo e de fraldas. Talvez isso que nós achamos que é um amor já feito, seja apenas uma semente. Matamos, morremos e casamos por essa semente na ilusão de que ela seja amor feito homem. Há! É apenas um menino. Filhotes são assim mesmo, intensos. Mexem com o coração dos pais e modificam tudo o que significava vida. Isso aí que faz a gente se morder, voar e arder (tudo ao mesmo tempo!) é na verdade amor menino, inocente que dói, bobo que ri de tudo, puro que eleva. É amor que a gente bota no colo e canta pra ele dormir, que a gente veste com a roupa mais bonita, que a gente gosta de observar brincando em nós, riscando as paredes da gente, sujando nosso chão com os sapatos sujos numa correria doida, espalhando doces por todos os cantos de nós. É que a gente defende como se fosse obra nossa. E ele meche tanto com a gente, que esquecemos que ele é menino, e faz ele mesmo achar que já é homem. Aí ele vai embora, como todo filhote feito homem faz um dia. E a gente fica sem entender o que fizemos de errado. Por que ele foi tão cedo? Por que não ficou mais? Afinal, era só um amor menino...
Um menino, que transformamos em homem. Um homem que queremos que volte a ser menino. “Amar alguém é uma decisão.” eu disse que ouvi essa semana. Ouvi mesmo. E guardei aquilo. Em um primeiro amamos por que nasceu em nós um menino amor. Não escolhemos quem amamos. Mas no fim, cabe a nós criar esse amor em nós e fazê-lo virar homem. E amá-lo mesmo ele não sendo um menino encantador, mas um homem rotineiro que traz algo de menino.
terça-feira, 5 de abril de 2011
Divulgando!
Galera...Nova janelinha na minha vida pra vcs...
http://analumiranda.blogspot.com/
A gente abre as janelas e espera...Uma hora ou outra a luz entra.
http://analumiranda.blogspot.com/
A gente abre as janelas e espera...Uma hora ou outra a luz entra.
domingo, 20 de março de 2011
EMOÇÃO!
Gnt então!!
Um blog do qual eu sou fã que é o Costurando Estrelas ( http://adoce-com-limao.blogspot.com ) publicou um dos meus textos!!
Nem preciso dizer como estou emocionada de ter minha estrelhinha costurada naquela constelação maravilhosa criada pela Noe.
To compartilhando esse momento com vcs aqui:
http://adoce-com-limao.blogspot.com/2011/03/e-que-noite-andava-muito-escura-e-deus.html#links
Confiram o blog todo ok? É um ótimo companheiro em qq momento!
Beeeijos queridos!
Um blog do qual eu sou fã que é o Costurando Estrelas ( http://adoce-com-limao.blogspot.com ) publicou um dos meus textos!!
Nem preciso dizer como estou emocionada de ter minha estrelhinha costurada naquela constelação maravilhosa criada pela Noe.
To compartilhando esse momento com vcs aqui:
http://adoce-com-limao.blogspot.com/2011/03/e-que-noite-andava-muito-escura-e-deus.html#links
Confiram o blog todo ok? É um ótimo companheiro em qq momento!
Beeeijos queridos!
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Presente!
Pessoal ganhei um selo!
Com muito amor quero agradecer a Beatriz ( http://biaamorim.blogspot.com/ ) por esse mimo.
Muito obrigada flor!!
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Dois goles d'água
De repente, por intermédio maluco da física viva, o que antes era espelho reproduzindo a imagem se torna a imagem que todos os espelhos querem reproduzir. De repente você compreende que é mais, muito mais que olhares significativos e gestos mínimos. E que apesar de serem verdadeiros tesouros, muitas vezes as miudezas são apenas isso, miudezas. De repente você entende que a vida é maior que qualquer atitude. E de que valem as atitudes quando são mudas? Quando não se fazem ouvir?
Você entende que há diferença entre atitudes silenciosas e atitudes mudas.
De repente um mundo novo se abre aos seus pés. Como um buraco seco. E você, Alice, nesse país das maravilhas aprende a jogar cartas com uma rainha, e a correr atrás de coelhos.
Ando cansada! De tantos "talvezes" e "quase-nadas". Ando cansada de pessoas mentirosas, enganadoras de si mesmas. Ando cansada de pessoas indiferentes e que figem ser felizes o tempo todo. Desejo relacionamentos vicerais e queimantes. Desejo pessoas que são o que são, não o que querem ser.
Ando abusada! De políticos desregrados, de lutar contra o (pré)conceito, de competições amorosas...É tudo uma mornisse sem fim! Ando fugindo de emoções contidas, gente que se reprime e que quer reprimir. Nessas horas até o choro fica preso no olho e embaça as vistas.
Me enfastiei dessa saudade da pessoa perfeita. E olha que perfeito pra mim é aquele que erra também, que é humano. Cansei mesmo foi dessa gente de plástico! Quero carne e sangue! Quero mais que isso, muito mais. Muito mais silêncio, muito mas barulho e principalmente quero muito mais de mim.
Cinco minutos e dois goles d'água. É tudo que eu preciso pra consertar as coisas. Sim, é difícil de entender, mesmo eu não entendo. Mas é o que eu preciso, Ainda não sei como será, o que vou fazer não tenho idéia. Fazer planos nunca foi meu forte. Nem segui-los.
Dois goles d'água. Respirar. Seguir o rumo.
Talvez eu não consiga me livrar dessa prisão. Talvez eu mesma esteja me aprisionando, e lá dentro o que realmente sou, está sendo forçado a olhar o Sol nascer, por trás de grades imundas que eu mesma forjei.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A dor.
Primeiramente escondi, disse que não me importava, que tudo bem. Depois assumi. Xinguei, gritei, rasguei palavras, desperdicei tempo, chorei, bati, calei. Daí veio a sesação de se estar sem forças, de não se poder fazer nada, de não sentir. E a espera as vezes antecipa a sorte. Senti antes da hora e de tanta espera pelo golpe, quando ele aconteceu já me doía. E passou a doer dobrado. Cuidado com a dor antecipada! Depois veio a fase de romper laços afetivos. Comigo mesma. "Nunca mais quero saber de mim!" E não quis mesmo. Resumi a vida a sobrevivência. Livros, música, filmes. Buscar amigos. Antigos e novos. Não falar sobre isso. Depois falar.Escrever. Planejava terminar este texto dizendo que tudo o que saiu de produtivo deste processo foram estas palavras. Mas não. Tive que me confrontar tão intimamente que acabei descobrindo-me, experimentando-me. E gostei. Apreciei meu gosto, meu cheiro, provei meus pensamentos, desenvolvi alguns, aboli outros. Averiguei que sou mais forte do que eu. "Minha força esta na solidão" Lispector diria. Quando se está dolorido a solidão é um ótimo remédio. É nela que a dor se manisfesta, é nela que travamos a batalha. É preciso estar só as vezes. Essa foi a maior fase. Sobreviver apesar da dor. Mas consegui. Daí foi a hora de fazer as pazes comigo. Me pedir desculpa por ter sido tão negligente e tão dramática. Me perdoei. Era de se esperar. Me amo demais pra ficar tanto tempo longe de mim, e percebi que aquela dor parecia antiga...Tão sem glamour! Não valia a pena sofrer por ela. Me senti meio boba (boba e meio) por ter me depreciado, mas no fundo eu sabia que só estava me sentindo assim, maior que a dor, porque me permiti sofrê-la um dia. E a vida segue.
"Por tanta dor, por tanta emoção, a vida me fez assim. Doce ou atroz manso ou feroz, eu caçador de mim."
terça-feira, 11 de maio de 2010
Ciúme
Um livro velho, comprado em sebo com uma dedicatória na primeira página.
Não dá pra apagar a tinta da caneta que escreveu aquilo...
So resta conviver com as palavras do passado, e entender que elas ficarão ali onde estão,
No passado.
Não dá pra apagar a tinta da caneta que escreveu aquilo...
So resta conviver com as palavras do passado, e entender que elas ficarão ali onde estão,
No passado.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Abrir os braços e voar.
Um sonho meu.
Correr e saltar da beira deste mundo,para outro. Sentir tanto vento no rosto...Que me falte o ar!
Viver de fôlegos perdidos. Lá no ar observar aqui em baixo e fingir que tudo está em calma, como deveria estar.
Qual será a sensação de se equilibrar no ar?
Traçar caminhos no céu,rotas perdidas,
como tudo é.
"Calma criança..." respondeu ele, "quando você amar saberá."
Um sonho meu.
Correr e saltar da beira deste mundo,para outro. Sentir tanto vento no rosto...Que me falte o ar!
Viver de fôlegos perdidos. Lá no ar observar aqui em baixo e fingir que tudo está em calma, como deveria estar.
Qual será a sensação de se equilibrar no ar?
Traçar caminhos no céu,rotas perdidas,
como tudo é.
"Calma criança..." respondeu ele, "quando você amar saberá."
quinta-feira, 22 de abril de 2010
Viver a vida?
Uma vez li uma frase de alguém que, perdoem-me a falta de memória, não sei quem é. Mas dizia que a gente só vive verdadeiramente a vida,quando não está prestando atenção nela. Já perceberm que quanto mais a gente fica com aquela loucura de "tenho que aproveitar a minha vida ao máximo" a gente não vive nada? Porque na verdade a gente está ocupando nossa vida com esse "tenho que viver minha vida"...
Talvez VIVER A VIDA seja mesmo esse voar. Mas talvez seja apenas viver,dar play,decidir....Enfim. Acordar e escovar os dentes,sair pra estudar ou trabalhar...Fazer yoga,ir a igreja...Essas são as coisas simples da vida! Me incomoda um pouco esse estereótipo. Essa coisa de quando se fala em viver a vida ser evocada a imagem de alguém na beira do mar,no campo,correndo,vento nos cabelos,expressão de alívio espiritual...Qual é o sentido? Quem de verdade faz isso todos os dias?Sai por aí correndo com ventos nos cabelos,em êxtase espiritual, de bem com esse mundo louco?
Se você faz isso tudo bem. Mas eu,pessoa normal,com contas a pagar,graduação pra completar,trânsito pra enfrentar,preços pra pechinchar....Eu necessito de muito mais do que isso pra me sentir viva. Muito mais vida. Não pretendo de maneira nenhuma fazer da minha vida uma imagem de comercial. Anuncios de margarina (ou de laxantes) servem pra ficar nas televisões. Mas vida,isso aí que tá acontecendo agora enquanto você lê esse texto,ah isso é outra história.
Momentos como esse são precisos sim. É lógico. Quem nunca precisou,ou nunca vai precisar um dia, de fazer como Alice,protagonista da série do HBO,abrir a janela do carro e gritar pra toda cidade ouvir. Só pra desafogar. Penso que essas coisas que sufocam a gente de vez em quando,são um sinal puro de vida. De sensibilidade,de razão. Quando gritamos e botamos tudo que se intala de vez em quando dentro da gente pra fora,estamos colocando a vida pra fora.E vamos e convenhamos que a gente só bota fora o que a gente tem.
Então se você levanta todos os dias,e faz algo,mesmo que seja sentar no sofá o dia inteiro...Ah dê graças aos céus porque você está vivendo sua vida,como nunca...Afinal é disso que se trata aquele outro clichê "Só me arrependo do que eu não fiz" Então faça. Viva. Uma vida verdadeira,sem estereótipo. Sem margarinas ou laxantes. Sem idéias pré-concebidas. Uma vida toda sua.
terça-feira, 6 de abril de 2010
Intensité
Estive tentando resumir minha personalidade em uma só palavra. E deu essa: Intensidade. Não se engane, estou no começo das minhas descobertas. Mas desde sempre todos os meus gestos, minhas vontades e meu jeito de sentir as coisas deram nessa palavra.
Eu acredito sinceramente que as palavras tem poder, e essa eu acho que é uma boa palavra. Meu jeito "explosivo-reprimido" faz de mim uma pessoa única. Imagino. Só eu sei como eu sinto e vejo o mundo. Quanta cor, e brilho e o que mais puder ser usado pra definir. Quero sempre tudo junto numa coisa só, tudo unido num grande bolo...Quero sempre tudo. Ou nada.
Me canso fácil das pessoas que amornecem. Sabe aquela coisa? Começa fervendo,ou congelado demais. Depois fica morno. Nem aqui nem lá. Eu estou sempre muito quente, e sempre muito fria. Sempre muito. Acho esse jeito das pessoas uma falta de respeito ao que são. Gente indecisa do que é. Desapegada as próprias idéias. Gente sem querer.
Não estou falando de uma escolha. Vou ser intensa e pronto. Não. Estou falando de um traço da minha personalidade, comprovado por pessoas que me conhecem até mais que eu mesma. A sensação de quando gosto de uma coisa sentir o rosto ardendo, e uma súbita vontade de gritar pro mundo que minha posição quanto a determinada situação é essa. Ou quando me desligo do mundo. Aliás isso é só na hora de dormir mesmo.
Estranho. Eu não sonho. Quer dizer sonho sim. Mas não me lembro deles. Só quando são...intensos. Talvez esse seja o mecanismo da minha mente de se desligar de verdade, afinal ela trabalha a mil por hora sempre. Sempre rápida. E cheia de imagens. Uma verdadeira poluição de imagens e palavras e sensações que eu mesma, por mais que tente, não tenho o mínimo controle.
Bom, esse texto foi mais uma vontade de falar disso, do que uma necessidade poética. Mais uma explosão. E é bom que acabe assim como começou.
quarta-feira, 10 de março de 2010
Ouvimos os dois...
"Olha, vou falar uma coisa pra vocês dois: Aproveitem essa fase aí de vocês...Mas aproveitem mesmo. Vocês podem 'tá' achando que eu sou só ´mais alguém com um discurso furado...Mas não...Eu costumava pensar assim quando vinham com esse papo...Mas gente eu gosto de vocês, e não quero que vocês percam isso...
Olha, vocês não tem problemas...Não vocês nem sabem o que é isso...Lá na frente vocês vão olhar pra trás e perceber que essas coisas que vocês podem achar que atrapalham vocês hoje...São nada gente...São nada...
Não dá espaço pra inveja. A inveja existe, mas o que vocês tem é mais forte do que ela. Acreditem. Quando aparecer essa história de "ai fulano ta estranho hj..." , "ai fulana ta brigando comigo por nada..."... Gente não dá espaço pra isso... Ninguém fica bravo, triste, insatisfeito do nada. Vocês podem achar que sim...Mas isso é sentimento ruim que os outros mesmo sem querer tão colocando na gente...Isso é negatividade.
Você sente ela aqui (colocando a mão no peito dele), e você sente ele aqui (apoiando a mão em meu peito) e isso ninguém destrói, isso ninguém tem de graça...Isso é muito bom... E só vocês podem acabar com isso. Só vocês."
Essa conversa começou do nada e acabou do nada também... E vai dizer que isso não foi poesia?
quinta-feira, 4 de março de 2010
Botão
E foi entrando.Invadindo o espaço dela que de longe parecia pequeno. Apertado. Mas no fim era perfeito pra ele. Totalmente cabível. Feito sob medida. Como se um bom alfaiate tivesse feito o favor de contar, idealizar, medir e pregá-lo na vida dela com linha e ponto resistente. Com experiência de artesão. Com aquela sabedoria milenar de alguém que aprendeu com outro alguém, que foi ensinado por outrem... Assim como o amor. Sentimento antigo e novo.
Perfeitamente cabível.
No fim, era bonita aquela camisa.
terça-feira, 2 de março de 2010
Sobre meu chá de sumiço.
Me perdoem se passei um tempo longe do blog. Aos que me acompanham,meus sinceros agradecimentos pela paciência. Peço que entendam que por vezes preciso das minhas palavras só minhas, pra enfeitar os meus silêncios e colorir os pensamentos que me assolam a alma. Nessas horas mergulho em mim mesma e curto o nada que se instala em meu peito. Não, não se trata de depressão ou melancolia... Se trata de me abraçar e me cuidar como ninguém mais consegue fazer... Excluir qualquer manifestação contrária a mim mesma e aprender o que minha própia voz me diz...
Mas lembre-se. Sempre retorno. Sempre ressurjo de mim mesma.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Para divulgar
Com música nos ouvidos e coração na boca.
Procura-se um amigo que tenha ciúmes de outros,mas faça amizade fácil...
Que force um sorriso meu quando me ver triste, e que cante músicas idiotas só pra me irritar.
Que chore de rir, e que se permita chorar comigo pra depois rir de tudo. Que não me deixe comer toda a despensa nos dias depressivos e se não conseguir coma junto comigo...e goste de sair, e dançar, e ouvir de tudo...E falar de tudo, e dormir tarde..."
-E aí moça coube?
-Coube mas fica caro.Te aconselho a diminuir um pouco o texto...
-Tá bom...então coloque aí...
"Procura-se um amigo, que antes de tudo e apesar de tudo seja um amigo.""
-Pronto acho que todo mundo vai entender se for assim.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
A vista
Olhava a janela e via todas as cores do mundo se misturando e formando aquela manhã branca. Queria experimentar... Escolher uma cor em seu estojo e pintá-la naquele branco tão instigador.
O dia branco, a noite negra. E aquela vontade de colorir tudo com as cores que estavam tão bem guardadas dentro de si.
Queria colorir o mundo, e seus dias, e suas noites e por fim sua vida.
Mas ainda continuava do lado de dentro.
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
Amizade, música e um momento recortado.
Eu e ele no Parque. Por Ana Luiza Miranda
Ouço a música e nunca me esqueço do calor que ela transmite. Todas aquelas notas soltas que quando se encontram no seu coração fazem o passado, presente e futuro virarem a mesma coisa e pararem quietinhos pra assistir o espetáculo que é ele tocando. Mesmo que esteja tocando nada.
Eu o conheço.
As mãos, de dedos longos e delicados engolem as cordas do instrumento e fazem vibrar o ar em volta daquele momento nosso. Os dedos tem as juntas grossas, as unhas largas e curtas e no fim aqueles calos. “Sou um moço trabalhador” ele sempre brinca.
E os olhos. Olham. Para mim e para o nada ao mesmo tempo. Não olham os meus olhos castanhos, mas algo além deles, como se procurassem dentro de mim a próxima nota. E quando acham decoram-na dentro do coração dele e a jogam no ar pra que meus olhos e ouvidos a vejam e a transmitam para o meu coração.
Eu o conheço. Tanto que posso fechar os olhos e ouvir a brincadeira dele com a música. Fechar os olhos e vê-lo com o coração. E ele me conhece.
E nós nos conhecemos tanto que num olhar podemos tocar e cantar e dançar com a música que o coração do outro toca. Mesmo que sejam notas soltas. Mesmo que seja o silêncio.
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Digressões
Assisto minha vida e relato pintando com poesia e prosa. Mas não se engane pois apesar de ser narradora de minha história, eu vivo. E tomo posse. Porque há jeito de ser viver e contar, tudo ao mesmo tempo, tudo ao mesmo fôlego, na mesma voz. Sempre há jeito de se participar daquilo que se assiste e juntar a cor do que se vê,com a cor do que se vive e transformá-la em uma narração de outra cor.
Em alguns momentos eu quero só viver, em outros só narrar... Mas o fato é que a minha participação na história se torna sempre impressindível. Sem narrador a história fica cansativa. Porque provavelmente se apoiará em diálogos. E silêncios são necessários. E sem personagem o narrador perde o sentido.
E não falo de narradores do passado, esses que geralmente se vêem por aí. Falo de narradores do passado, presente e futuro! Visto que o tempo é coisa que confunde a vivência da gente. Ata e desata os nós e tempera o que tomamos por vida.
É, eu faço assim. Vivo a história que eu mesma canto. Pintada de poesia e prosa... Mergulhada numa frequente digressão.
sábado, 24 de outubro de 2009
Dia do caçador...
Sou caçadora. Sim, caço por prazer mesmo. Gosto de perseguir minha vítima, e deixá-la sem saída e curtir todos os segundo de sua morte...Os últimos suspiros, o último olhar e ver nela a sensação de não poder fazer nada a não ser se entregar e morrer...
Ah... Aqueles momentos em que ficamos frente a frente... Algo acontece ali, uma espécie de conexão entre caça e caçador. Um momento em que nós duas assumimos nossos lugares e realizamos um desfecho e um começo. Sempre há o dia do caçador. Pode demorar, a caça pode jurar que nunca vou vencê-la, mas o dia chega.
Sim sou caçadora...E não adianta tentarem me dissuadir! Você não vai conseguir. Discursos em prol da convivência não me comovem.
Não resisto...Se vejo uma SAUDADE por menor que seja, vou lá e mato sem dó.
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Ei seu moço!
Estranho como a vida nos surpreende. Em um dia tudo pode mudar. Apesar de as pessoas me aconselharem a crescer e tomar sérias decisões para conquistar o mundo, eu prefiro ser assim: Uma moleca de pé no chão, cabelo bagunçado e risada alta... Prefiro me libertar de toda e qualquer tristeza. Prefiro não sentir inveja de ninguém nem me depreciar a ponto de sofrer por isso. Prefiro louvar ao criador e ter um coração sempre preenchido de amor. Prefiro mudar vidas, arrancar sorrisos, surtir efeito.
Como beijo estralado na bochecha. Prefiro ver o sol batendo nas nuvens e a lua nos olhos de quem ama, no lugar de um noticiário. Das novelas fico com o final feliz. Prefiro contar estrelas em vez de anos. Prefiro colecionar abraços, não lágrimas. Prefiro rosas, não armas. Prefiro terra molhada, não seca e fome. Prefiro amar com tudo o que posso, do que muitas por engano. Prefiro ter você comigo porque não posso viver sozinha. Prefiro colo e cantoria no lugar de travesseiro e solidão. Prefiro o claro, porque tenho medo do escuro. Prefiro o aconchego ao invés da distância e vazio. Prefiro rir de tudo à indiferença. Enfim... Prefiro ser feliz!
Sei seu moço que o mundo não gosta de pessoas como eu... Mas quem disse que eu prefiro que o mundo me diga o que preferir?
Assinar:
Postagens (Atom)













