sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A virada.


Sinto que esse ano vai ser "O" ano. 2010, o ano do Tigre para os chineses.Pra mim o ano de ressurgir. Coisas que vem me cansando serão descartadas sem aviso prévio. É engraçado como algumas pessoas nos incomodam só pelo fato de estarem vivendo a vida delas. Bom...esse sentimento é quase que inevitável,porém controlável.

Dizem que a melhor vingança é ser feliz. Ser feliz por vingança? Será mesmo que é felicidade?
Sempre me disseram que eu deveria viver minha vida de modo que EU mesma escolhesse os caminhos, então ta bom, EU ESCOLHO SER FELIZ.

De verdade.

Sem a prisão de ser feliz só pra mostrar que se é. Mas livre pra dizer "eu nunca fui tão feliz em toda a minha vida" com sinceridade e força. Força esta que não servirá pra machucar os outros com a minha felicidade, nem causar inveja porque desse tipo de coisa é que eu estou desistindo. Mas eu não desisto com aquele peso de quem sai perdendo...Não, eu desisto pra ganhar mais. Às vezes é preciso fazer uso dessas contradições pra ver a dinâmica da vida dar certo.

Dia 10 de Janeiro é meu aniversário. Então além de fechar os ciclo do ano velho que se torna novo mais uma vez. Em mim se fecha um ciclo de passado e se inicia outro de futuro na mesma época. Sendo assim, como presente de aniversário ouso me dar um ano tranquilo psicológicamente. E feliz.

Sei que às vezes é preciso enganar uma ou outra pessoa, não sou inocente, as vezes até pelo bem dessa pessoa. Mas eu não pretendo enganar a pessoa mais importante pra mim nesse momento decisivo: EU MESMA. Por que a pior mentira, volto a dizer nessas meras páginas virtuais, é aquela que se conta pra si mesmo.

Não sei se a mudança vai ser notável, mas se não for estou "pouco me lixando", pois não é isso que almejo. Seria bom que as pessoas que me conhecem realmente, vissem que eu estou melhor. Mas tenho plena consciência de que a mudança que esta acontecendo é pra mim e somente pra mim. Pro meu bem e de mais ninguém. É lógico que seria legal os meus amigos e amores olharem dentro de meus olhos e perceberem que algo diferente toca minha vida, mas também não os culpo de não perceberem que estou mais feliz que antes. Uma das características humanas é o dom de dissimular as fraquezas. Talvez pra eles eu vá estar da mesma forma que antes, mas sempre existe aquela minoria que entende o meu jeito tanto quanto eu mesma

Enfim...Um 2010 maravilhoso. E se possível, leve.

Pra mim e pra vocês.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Gosto de lembrar...



...que sou eu que faço os meus caminhos!

A vista



Olhava a janela e via todas as cores do mundo se misturando e formando aquela manhã branca. Queria experimentar... Escolher uma cor em seu estojo e pintá-la naquele branco tão instigador.
O dia branco, a noite negra. E aquela vontade de colorir tudo com as cores que estavam tão bem guardadas dentro de si.
Queria colorir o mundo, e seus dias, e suas noites e por fim sua vida.
Mas ainda continuava do lado de dentro.

terça-feira, 1 de dezembro de 2009


"Entusiasta da liberdade, não posso admitir de modo algum que um homem se escravize ao seu relógio e regule as suas ações pelo movimento de uma pequena agulha de aço ou pelas oscilações de uma pêndula.

[...]

É porque o amor puro tem bastante delicadeza e bastante confiança para dispensar o falso pejo, o pudor de convenção de que ás vezes costumam cercá-lo."

(Cinco Minutos- José de Alencar)

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Amizade, música e um momento recortado.


Eu e ele no Parque. Por Ana Luiza Miranda


Ouço a música e nunca me esqueço do calor que ela transmite. Todas aquelas notas soltas que quando se encontram no seu coração fazem o passado, presente e futuro virarem a mesma coisa e pararem quietinhos pra assistir o espetáculo que é ele tocando. Mesmo que esteja tocando nada.

Eu o conheço.

As mãos, de dedos longos e delicados engolem as cordas do instrumento e fazem vibrar o ar em volta daquele momento nosso. Os dedos tem as juntas grossas, as unhas largas e curtas e no fim aqueles calos. “Sou um moço trabalhador” ele sempre brinca.

E os olhos. Olham. Para mim e para o nada ao mesmo tempo. Não olham os meus olhos castanhos, mas algo além deles, como se procurassem dentro de mim a próxima nota. E quando acham decoram-na dentro do coração dele e a jogam no ar pra que meus olhos e ouvidos a vejam e a transmitam para o meu coração.

Eu o conheço. Tanto que posso fechar os olhos e ouvir a brincadeira dele com a música. Fechar os olhos e vê-lo com o coração. E ele me conhece.

E nós nos conhecemos tanto que num olhar podemos tocar e cantar e dançar com a música que o coração do outro toca. Mesmo que sejam notas soltas. Mesmo que seja o silêncio.

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vento


Estava sentada no banco, quando em meio a pressa rotineira das pessoas senti Deus me fazendo carinho no rosto.

Digressões


Assisto minha vida e relato pintando com poesia e prosa. Mas não se engane pois apesar de ser narradora de minha história, eu vivo. E tomo posse. Porque há jeito de ser viver e contar, tudo ao mesmo tempo, tudo ao mesmo fôlego, na mesma voz. Sempre há jeito de se participar daquilo que se assiste e juntar a cor do que se vê,com a cor do que se vive e transformá-la em uma narração de outra cor.

Em alguns momentos eu quero só viver, em outros só narrar... Mas o fato é que a minha participação na história se torna sempre impressindível. Sem narrador a história fica cansativa. Porque provavelmente se apoiará em diálogos. E silêncios são necessários. E sem personagem o narrador perde o sentido.

E não falo de narradores do passado, esses que geralmente se vêem por aí. Falo de narradores do passado, presente e futuro! Visto que o tempo é coisa que confunde a vivência da gente. Ata e desata os nós e tempera o que tomamos por vida.

É, eu faço assim. Vivo a história que eu mesma canto. Pintada de poesia e prosa... Mergulhada numa frequente digressão.