terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Férias
Agora que posso, que nada mais me prende, vou caçar estrelas.
E se não conseguir, vou atraí-las com meu riso.
E se elas não vierem eu as invento todas e colo no céu da minha boca.
Imagina quando eu falar e elas saltarem todas traquinas pra fora de mim?
domingo, 6 de fevereiro de 2011
Presente!
Pessoal ganhei um selo!
Com muito amor quero agradecer a Beatriz ( http://biaamorim.blogspot.com/ ) por esse mimo.
Muito obrigada flor!!
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Estrelas
É que a noite andava muito escura, e Deus resolveu pegar cada primeiro riso de cada pessoa na terra e costurar delicadamente no manto do céu. Aí a gente fica aqui, olhando pra elas e sentindo essa dor no peito.
Essa vontade de tocar cada uma e descobrir do que é feita a felicidade.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
Dois goles d'água
De repente, por intermédio maluco da física viva, o que antes era espelho reproduzindo a imagem se torna a imagem que todos os espelhos querem reproduzir. De repente você compreende que é mais, muito mais que olhares significativos e gestos mínimos. E que apesar de serem verdadeiros tesouros, muitas vezes as miudezas são apenas isso, miudezas. De repente você entende que a vida é maior que qualquer atitude. E de que valem as atitudes quando são mudas? Quando não se fazem ouvir?
Você entende que há diferença entre atitudes silenciosas e atitudes mudas.
De repente um mundo novo se abre aos seus pés. Como um buraco seco. E você, Alice, nesse país das maravilhas aprende a jogar cartas com uma rainha, e a correr atrás de coelhos.
Ando cansada! De tantos "talvezes" e "quase-nadas". Ando cansada de pessoas mentirosas, enganadoras de si mesmas. Ando cansada de pessoas indiferentes e que figem ser felizes o tempo todo. Desejo relacionamentos vicerais e queimantes. Desejo pessoas que são o que são, não o que querem ser.
Ando abusada! De políticos desregrados, de lutar contra o (pré)conceito, de competições amorosas...É tudo uma mornisse sem fim! Ando fugindo de emoções contidas, gente que se reprime e que quer reprimir. Nessas horas até o choro fica preso no olho e embaça as vistas.
Me enfastiei dessa saudade da pessoa perfeita. E olha que perfeito pra mim é aquele que erra também, que é humano. Cansei mesmo foi dessa gente de plástico! Quero carne e sangue! Quero mais que isso, muito mais. Muito mais silêncio, muito mas barulho e principalmente quero muito mais de mim.
Cinco minutos e dois goles d'água. É tudo que eu preciso pra consertar as coisas. Sim, é difícil de entender, mesmo eu não entendo. Mas é o que eu preciso, Ainda não sei como será, o que vou fazer não tenho idéia. Fazer planos nunca foi meu forte. Nem segui-los.
Dois goles d'água. Respirar. Seguir o rumo.
Talvez eu não consiga me livrar dessa prisão. Talvez eu mesma esteja me aprisionando, e lá dentro o que realmente sou, está sendo forçado a olhar o Sol nascer, por trás de grades imundas que eu mesma forjei.
sábado, 3 de julho de 2010
Ouvi na mesa do bar:
-Menina... Pois num é que fui no salão da Dinha, dar um tapa no lôro né, ficar bonita pro samba de ontem a noite, e o cidadão me apareceu na porta do salão...Ah mas fiquei muito brava...o sangue correu da ponta do pé até o coro da cabeça...Já fui logo perguntando: “Quié? Ta fazendo o que aqui?” e ele com a cara mais lavada do mundo disse que tava indo ver se eu precisava de alguma coisa, se precisava de algum mimo...ah tu acredita mulher? Eu que não sou boba nem nada, já soltei minha língua logo, porque você sabe que não sou mulher de ficar calada, pois sim, abri minha boca e disse “Olhe, num me venha com esse seu lero-lero não que já conheço teu cheiro é de longe...Fique sabendo que home ninhum me põe cabresto ta ouvindo? Ta me ouvindo seu moço? Olhe aqui mermão, fique sabendo que tenho suingue viu...E só porque tu tá comigo num quer dizer que to nas tuas mãos... quem paga as contas do barraco sô eu e num quero saber de home nenhum no meu pé... Num disse que vinha no salão? Então...Num to aqui?...” E foi juntando gente, e juntando gente, e esse home inflou de um jeito, e veio dar uma de macho pra cima de mim...Há...Logo eu...Mais macho que muito home por aí...criada com 4 irmãos homens...Hum!... Pois eu inflei também, e joguei toda minha marra pra cima do cidadão...e você sabe né nega, que negona que é negona tem que ter marra...Levantei o queixo olhei na cara dele e disse... “Nem ouse levantar esse queixo pra mim que tu sabe quem é que ta certa... E vam’bora junto comigo que você vai sair do meu barraco é agora... E como diria minha mãe, eu vou cuspi no chão quando secar, quero o senhor cantando de galo em outro terreiro!” Ah agora que to bonita mesmo... Me vem o cara malandro como o quê, todo cheio de pinta querer mandar na nega aqui... Comigo não alemão...comigo não...
Garçom...Desce mais uma aí, que hoje quero sambar e beber até cair...
quinta-feira, 1 de julho de 2010
A dor.
Primeiramente escondi, disse que não me importava, que tudo bem. Depois assumi. Xinguei, gritei, rasguei palavras, desperdicei tempo, chorei, bati, calei. Daí veio a sesação de se estar sem forças, de não se poder fazer nada, de não sentir. E a espera as vezes antecipa a sorte. Senti antes da hora e de tanta espera pelo golpe, quando ele aconteceu já me doía. E passou a doer dobrado. Cuidado com a dor antecipada! Depois veio a fase de romper laços afetivos. Comigo mesma. "Nunca mais quero saber de mim!" E não quis mesmo. Resumi a vida a sobrevivência. Livros, música, filmes. Buscar amigos. Antigos e novos. Não falar sobre isso. Depois falar.Escrever. Planejava terminar este texto dizendo que tudo o que saiu de produtivo deste processo foram estas palavras. Mas não. Tive que me confrontar tão intimamente que acabei descobrindo-me, experimentando-me. E gostei. Apreciei meu gosto, meu cheiro, provei meus pensamentos, desenvolvi alguns, aboli outros. Averiguei que sou mais forte do que eu. "Minha força esta na solidão" Lispector diria. Quando se está dolorido a solidão é um ótimo remédio. É nela que a dor se manisfesta, é nela que travamos a batalha. É preciso estar só as vezes. Essa foi a maior fase. Sobreviver apesar da dor. Mas consegui. Daí foi a hora de fazer as pazes comigo. Me pedir desculpa por ter sido tão negligente e tão dramática. Me perdoei. Era de se esperar. Me amo demais pra ficar tanto tempo longe de mim, e percebi que aquela dor parecia antiga...Tão sem glamour! Não valia a pena sofrer por ela. Me senti meio boba (boba e meio) por ter me depreciado, mas no fundo eu sabia que só estava me sentindo assim, maior que a dor, porque me permiti sofrê-la um dia. E a vida segue.
"Por tanta dor, por tanta emoção, a vida me fez assim. Doce ou atroz manso ou feroz, eu caçador de mim."
terça-feira, 11 de maio de 2010
Ciúme
Um livro velho, comprado em sebo com uma dedicatória na primeira página.
Não dá pra apagar a tinta da caneta que escreveu aquilo...
So resta conviver com as palavras do passado, e entender que elas ficarão ali onde estão,
No passado.
Não dá pra apagar a tinta da caneta que escreveu aquilo...
So resta conviver com as palavras do passado, e entender que elas ficarão ali onde estão,
No passado.
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