sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Vento


Estava sentada no banco, quando em meio a pressa rotineira das pessoas senti Deus me fazendo carinho no rosto.

Digressões


Assisto minha vida e relato pintando com poesia e prosa. Mas não se engane pois apesar de ser narradora de minha história, eu vivo. E tomo posse. Porque há jeito de ser viver e contar, tudo ao mesmo tempo, tudo ao mesmo fôlego, na mesma voz. Sempre há jeito de se participar daquilo que se assiste e juntar a cor do que se vê,com a cor do que se vive e transformá-la em uma narração de outra cor.

Em alguns momentos eu quero só viver, em outros só narrar... Mas o fato é que a minha participação na história se torna sempre impressindível. Sem narrador a história fica cansativa. Porque provavelmente se apoiará em diálogos. E silêncios são necessários. E sem personagem o narrador perde o sentido.

E não falo de narradores do passado, esses que geralmente se vêem por aí. Falo de narradores do passado, presente e futuro! Visto que o tempo é coisa que confunde a vivência da gente. Ata e desata os nós e tempera o que tomamos por vida.

É, eu faço assim. Vivo a história que eu mesma canto. Pintada de poesia e prosa... Mergulhada numa frequente digressão.

sábado, 24 de outubro de 2009

Dia do caçador...


Sou caçadora. Sim, caço por prazer mesmo. Gosto de perseguir minha vítima, e deixá-la sem saída e curtir todos os segundo de sua morte...Os últimos suspiros, o último olhar e ver nela a sensação de não poder fazer nada a não ser se entregar e morrer...

Ah... Aqueles momentos em que ficamos frente a frente... Algo acontece ali, uma espécie de conexão entre caça e caçador. Um momento em que nós duas assumimos nossos lugares e realizamos um desfecho e um começo. Sempre há o dia do caçador. Pode demorar, a caça pode jurar que nunca vou vencê-la, mas o dia chega.

Sim sou caçadora...E não adianta tentarem me dissuadir! Você não vai conseguir. Discursos em prol da convivência não me comovem.

Não resisto...Se vejo uma SAUDADE por menor que seja, vou lá e mato sem dó.

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Cobertor


Era uma vez
um menino que tinha nas mãos
um escudo para os monstros do escuro.

Definindo.


____________Solidão_________________

É assim, uma palavra única na linha.

Traição


As vezes as pelavras me traem. E vão embora sem nem ao menos me dizerem porque. Já aprendi que não se pode espremer. Só me resta esperar...

Ei seu moço!


Estranho como a vida nos surpreende. Em um dia tudo pode mudar. Apesar de as pessoas me aconselharem a crescer e tomar sérias decisões para conquistar o mundo, eu prefiro ser assim: Uma moleca de pé no chão, cabelo bagunçado e risada alta... Prefiro me libertar de toda e qualquer tristeza. Prefiro não sentir inveja de ninguém nem me depreciar a ponto de sofrer por isso. Prefiro louvar ao criador e ter um coração sempre preenchido de amor. Prefiro mudar vidas, arrancar sorrisos, surtir efeito.
Como beijo estralado na bochecha. Prefiro ver o sol batendo nas nuvens e a lua nos olhos de quem ama, no lugar de um noticiário. Das novelas fico com o final feliz. Prefiro contar estrelas em vez de anos. Prefiro colecionar abraços, não lágrimas. Prefiro rosas, não armas. Prefiro terra molhada, não seca e fome. Prefiro amar com tudo o que posso, do que muitas por engano. Prefiro ter você comigo porque não posso viver sozinha. Prefiro colo e cantoria no lugar de travesseiro e solidão. Prefiro o claro, porque tenho medo do escuro. Prefiro o aconchego ao invés da distância e vazio. Prefiro rir de tudo à indiferença. Enfim... Prefiro ser feliz!
Sei seu moço que o mundo não gosta de pessoas como eu... Mas quem disse que eu prefiro que o mundo me diga o que preferir?